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História do Laser

Em
1969 o dono de uma cadeia canadiana de armazéns de revenda pretendeu
lançar uma gama de material para campismo. Encarregou Ian Bruce do
projecto, que poderia incluir um barco suficientemente pequeno para
poder ser transportado em cima de um carro permitindo, desse modo, o uso
simultâneo de uma caravana.
Ian
Bruce, que era velejador da classe International 14, contactou o seu
adversário e amigo Bruce Kirby, arquitecto naval. A ideia era construir
um barco leve, rápido, em princípio só para uma pessoa mas no qual duas
pessoas mais pequenas pudessem velejar com facilidade. Deveria ser de
construção simples e barata, acessível ao grande público.
Enquanto
falavam pelo telefone Bruce foi rabiscando um esboço num papel (*) e
calculou a área vélica. O esquema então desenhado, que já inclui alguns
pormenores de construção, é impressionantemente semelhante ao Laser que
todos conhecemos.
Durante o ano
de 1970 foi construído o primeiro protótipo. Hans Fogh, campeão mundial
de Flying Dutchman, desenhou a vela. Em Outubro o barco
fez
a sua estreia, participando na "America's Teacup Regatta", onde
vendedores e estaleiros costumavam promover os seus produtos.
Chamando-se na altura Weekender (*), dado o fim a que se
destinava, o protótipo apresentava na vela a sigla TGIF (Thank
God It's Friday). A estreia foi um sucesso, tendo o Weekender, tripulado
por Hans Fogh, ficado em segundo lugar da sua classe na primeira regata
e, depois de uns ajustes na vela (que tinha sido desenhada sem ver o
mastro) ganhou a regata seguinte.
Procurou-se, então,
outro nome, mais sonante, para o projecto. Num encontro com
universitários foi sugerida a escolha de um nome atractivo para a
juventude, que significasse algo moderno. Foi assim que surgiu a ideia
de lhe chamar Laser (*), tendo sido adoptado para logotipo o
símbolo correspondente.

No Boat Show de Nova
Iorque, em Janeiro de 1971, só em quatro dias foram vendidos 140 barcos.
Em 1973 já se tinham vendido cerca de quinze mil unidades, em 2001 mais
de 180.000!
Em
1974 o Laser foi reconhecido como Classe Internacional pela IYRU (International
Yacht Racing Union, anterior nome da ISAF – International Sailing
Federation) e em 1992 foi adoptado como classe olímpica para os jogos de
1996. Surgiram, entretanto, o Laser Radial e o Laser 4.7, utilizando o
mesmo casco mas com velas menores, mais fáceis para velejadores mais
leves.
Em Portugal o Laser
teve a sua expansão a partir de 1973, ano em que foi escolhido como
barco de um tripulante para o Campeonato do Mundo da Juventude, que se
realizou em Tróia.
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(*)
Esboço, fotografia e desenho extraídos do livro "The New Laser Sailing",
de Dick Tillman e Dave Powlison
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